Entrevista com Roberto Lobato Corrêa sobre Percy Lau (out/2011)
Entrevista com Ana Maria Daou sobre Percy Lau (out/2011)
Estágio na Coordenação de Cartografia no IBGE
Os candidatos devem se cadastrar no RH do IBGE pelos telefones 2142-3251 ou 2142-0889. Ao se cadastrar do IBGE já podem mencionar que desejam a vaga da Gerência de Imageamento/CCAR. Em caso de contratação, o candidato deve estar inscrito no CIEE. Mais informações com o professor Rafael Barros.
Manual do Estudante do ENADE 2015
Estação experimental de erosão de solo em Ubatuba
Foto destaque: Área de extração de saibro, com destaque para a presença de blocos rochosos. Por: A. M. Rodrigues, 2015.
A estação experimental de erosão de solo é um importante método de análise para entender os fatores e processos atuantes no solo. O monitoramento da estação é um dos métodos mais capazes de entender o nível de resistência do solo e a sua capacidade de resiliência, representando um diagnóstico ambiental mais próximo do real, além de ser uma ferramenta empírica para difundir conhecimento e aprendizagem. Na estação são instalados diferentes instrumentos para aferir as diversas variáveis que se relacionam, para entender a qualidade do solo, evidenciando a importância do monitoramento de estações experimentais para nortear trabalhos de planejamento ambiental.

A presente estação está inserida em uma sub-bacia hidrográfica do rio Maranduba, na estrada do Araribá, Ubatuba/ SP, em encosta que sofreu com ações antrópicas em área de retirada de material de empréstimo de solo (corte de encosta), caracterizando ambiente de trilha, apresentando solo degradado e com pouca vegetação. A presente área de estudo está situada na borda do Parque Estadual da Serra do Mar, de bioma de Mata Atlântica, a 27 km do centro de Ubatuba e a 24 km do centro do município de Caraguatatuba. Estão instaladas na estação três parcelas de erosão sem cobertura vegetal de 10 metros de comprimento e 1 metros de largura (10 m2 cada parcela) para quantificar o total de solo e água perdidos através do escoamento superficial.

Processo de degradação do rio Maranduba, Ubatuba/SP, com destaque para a erosão de suas margens. Foto: A. M. Rodrigues, 2014.
Apresenta também um pluviógrafo automático capaz de aferir o total de chuva a cada 10 minutos para entender a sua intensidade, e está instalado uma bateria de sensores de umidade de solo automático (sensores de matriz granular – GMS) nas três parcelas em três profundidades (15, 30 e 90 cm) para relacionar a influência da hidrologia do solo com o escoamento. A aferição dos instrumentos instalados na estação é diária e conta com a colaboração de um técnico que reside no local (Sebastião Jorge de Oliveira).
Essa pesquisa está vinculada ao Laboratório de Geomorfologia Ambiental e Degradação dos Solos (LAGESOLOS), coordenado pelo professor Titular do Departamento de Geografia Antônio Jose Teixeira Guerra, e ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ, ligado ao projeto de pesquisa do Doutorando Leonardo dos Santos Pereira. O projeto se iniciou em 2013, no mestrado do mesmo, e no doutorado conta com outros desdobramentos de análise ambiental, como a recuperação do solo dessas áreas degradadas. O projeto conta com verba do CNPq e da FAPERJ.
Laboratório de Ecologia e Ecotoxicologia de Solos
O Laboratório de Ecologia e Ecotoxicologia de Solos (LECOTOX), coordenado pelo prof. Ricardo Cesar, se dedica basicamente (i) ao estudo do comportamento biogeoquímico e da distribuição espacial de contaminantes em ecossistemas terrestres e aquáticos; e (ii) à avaliação dos efeitos nocivos de poluentes sobre a saúde da flora e fauna, com ênfase nos invertebrados de solo. Atualmente, o LECOTOX tem capacidade para realizar ensaios ecotoxicológicos com oligoquetas edáficos (minhocas) e colêmbolos (artrópodes de mesofauna de solo).
A avaliação e o zoneamento de risco à saúde humana por exposição a poluentes ambientais é também outra linha desenvolvida no LECOTOX. A estimativa numérica do risco é baseada na concentração do contaminante no meio abiótico, nas vias de exposição humana consideradas, duração e frequência exposição, especificidades biológicas do indivíduo e comparação com doses consagradas de referência toxicológica. As informações supracitadas subsidiam a hierarquização de áreas críticas para remediação, a gestão de custos ambientais e a indicação de receptores ecológicos a serem prioritariamente protegidos. Este tipo de informação é fundamental ao ordenamento sustentável do território e oferece suporte efetivo à tomada de decisão em medidas de saúde pública e de controle da poluição ambiental.
Veja recente reportagem ao Jornal Extra sobre aplicação da pesquisa à Baía de Guanabara.
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