Livro Geoprocessamento & Meio Ambiente

Geoprocessamento & Meio Ambiente, organizado por Jorge Xavier da Silva e Ricardo Tavares Zaidan, mostra os inúmeros exemplos práticos do uso dessa tecnologia na produção de conhecimento de suporte para a conservação do meio ambiente. Além disso, permite perceber como é importante o domínio deste campo, seja no manejo e riscos ambientais, distribuição espacial de dados sociais, análise geográfica de ocupação e gestão territorial, análise econômica e congênere.
Além da ênfase nas questões técnicas do Geoprocessamento, encontram-se no livro soluções criativas para problemas práticos: análise de fragmentação de paisagem, gestão de biodiversidade, percepção ambiental, melhoria de qualidade da atividade pecuária, mapeamento e análise geomorfológica de áreas urbanas, definição de áreas para instalação de usinas termelétricas, segurança, qualidade de vida e distribuição espacial da criminalidade.

Estação experimental de erosão de solo em Ubatuba

Foto destaque: Área de extração de saibro, com destaque para a presença de blocos rochosos. Por: A. M. Rodrigues, 2015.

A estação experimental de erosão de solo é um importante método de análise para entender os fatores e processos atuantes no solo. O monitoramento da estação é um dos métodos mais​ capaz​es​ de entender o nível de resistência do solo e a sua capacidade de resiliência, representando um diagnóstico ambiental mais próximo do real, além de ser uma ferramenta empírica para difundir conhecimento e aprendizagem. Na estação ​são​ instala​dos​ diferentes instrumentos para aferir as diversas variáveis que se relacionam​,​ para entender a qualidade do solo, evidenciando a importância do monitoramento de estações experimentais para nortear trabalhos de planejamento ambienta​l​.

Placa de divulgação da estação experimental de erosão de solo de Ubatuba/SP. Organizado por Leonardo S. Pereira (2013).

A presente estação está inserida em uma sub-bacia hidrográfica do rio Maranduba, na estrada do Araribá, Ubatuba/ SP, em encosta que sofreu com ações antrópicas em área de retirada de material de empréstimo de solo (corte de encosta), caracterizando ambiente de trilha, apresentando solo degradado e com pouca vegetação. A presente área de estudo está situada na borda do Parque Estadual da Serra do Mar, de bioma de Mata Atlântica, a 27 km do centro de Ubatuba e a 24 km do centro do município de Caraguatatuba. Estão instaladas na estação três parcelas de erosão sem cobertura vegetal de 10 metros de comprimento e 1 metros de largura (10 m2 ​cada parcela​) para quantificar o total de solo e água perdidos através do escoamento superficial.

Visão geral da estação experimental de erosão. Foto: Leonardo S. Pereira (2013).

Estação experimental de erosão de solo em Ubatuba

Processo de degradação do rio Maranduba, Ubatuba/SP, com destaque para a erosão de suas margens. Foto: A. M. Rodrigues, 2014.

 

Apresenta também um pluviógrafo automático capaz de aferir o total de chuva a cada 10 minutos para entender a sua intensidade, e está instalado uma bateria de sensores de umidade de solo automático (sensores de matriz granular – GMS) nas três parcelas em três profundidades (15, 30 e 90 cm) para relacionar a influência da hidrologia do solo com o escoamento. A aferição dos instrumentos instalados na estação é diári​a​ e conta com a colaboração de um técnico que reside no local (Sebastião Jorge de Oliveira).

Essa pesquisa está vinculada ao Laboratório de Geomorfologia Ambiental e Degradação dos Solos (LAGESOLOS), coordenado pelo professor Titular do Departamento de Geografia Antônio Jose Teixeira Guerra, e ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ,​ ligado ao projeto de pesquisa do Doutorando Leonardo dos Santos Pereira. O projeto se iniciou em 2013, no mestrado do mesmo, e no doutorado conta com outros desdobramentos de análise ambiental, como a recuperação do solo dessas áreas degradadas. O projeto conta com verba do CNPq e da FAPERJ.

Laboratório de Ecologia e Ecotoxicologia de Solos

O Laboratório de Ecologia e Ecotoxicologia de Solos (LECOTOX), coordenado pelo prof. Ricardo Cesar, se dedica basicamente (i) ao estudo do comportamento biogeoquímico e da distribuição espacial de contaminantes em ecossistemas terrestres e aquáticos; e (ii) à avaliação dos efeitos nocivos de poluentes sobre a saúde da flora e fauna, com ênfase nos invertebrados de solo. Atualmente, o LECOTOX tem capacidade para realizar ensaios ecotoxicológicos com oligoquetas edáficos (minhocas) e colêmbolos (artrópodes de mesofauna de solo).

A avaliação e o zoneamento de risco à saúde humana por exposição a poluentes ambientais é também outra linha desenvolvida no LECOTOX. A estimativa numérica do risco é baseada na concentração do contaminante no meio abiótico, nas vias de exposição humana consideradas, duração e frequência exposição, especificidades biológicas do indivíduo e comparação com doses consagradas de referência toxicológica. As informações supracitadas subsidiam a hierarquização de áreas críticas para remediação, a gestão de custos ambientais e a indicação de receptores ecológicos a serem prioritariamente protegidos. Este tipo de informação é fundamental ao ordenamento sustentável do território e oferece suporte efetivo à tomada de decisão em medidas de saúde pública e de controle da poluição ambiental.

Veja recente reportagem ao Jornal Extra sobre aplicação da pesquisa à Baía de Guanabara.

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Minhoca Eisenia Andrei.
Minhoca Eisenia Andrei.
Cultivo de Minhocas
Cultivo de Minhocas
Bioensaio com minhocas para avaliação do grau de contaminação de solos contaminados.
Bioensaio com minhocas para avaliação do grau de contaminação de solos contaminados.
Bioensaio com minhocas para avaliação do potencial tóxico de solos contaminados por metais pesados e esgoto doméstico.
Bioensaio com minhocas para avaliação do potencial tóxico de solos contaminados por metais pesados e esgoto doméstico.
Bioensaio com colêmbolos atrópodes de mesofauna de solo, espeecie Folsomia Candida.
Bioensaio com colêmbolos atrópodes de mesofauna de solo, espeecie Folsomia Candida.
Área contaminada.
Área contaminada.
Colêmbolos em Lupa.
Colêmbolos em Lupa.
Minhoca Eisenia Andrei.
Minhoca Eisenia Andrei.