Regulamento e Normas do PPGG

REGULAMENTO DO PPGG vigente:

Regulamento PPGG 2017 CEPG (Aprovado no CEPG em 24/02/2023)

 

Normas:

NORMA DE DISTRIBUIÇÃO e ACÚMULO DE BOLSAS

NORMA 2/2023 (Instrução Normativa PPGG)

NORMA 1/2025 (Complemento da Norma 2/2023)

 

Critérios para o Corpo Docente do PPGG:

norma 1_2021_(1)

 

Esta norma visa estabelecer regras para as diferentes etapas do processo seletivo de ingresso nos cursos de mestrado e doutorado do PPGG

NORMA 1_2023

 

PROCEDIMENTOS E DOCUMENTOS PARA HOMOLOGAÇÃO DE BANCAS PARA DEFESA DE MESTRADO E DOUTORADO

Norma 1 2022+wr_

 

Regras para as diferentes etapas do processo seletivo de ingresso nos cursos de mestrado e doutorado do PPGG.

NORMA 1_2017

 

Norma visa criar uma formalização maior em relação as atas de defesa de dissertação de mestrado e tese de doutorado

NORMA 3_2017

 

Norma visa especificar, com mais detalhes, as atividades de docente permanente e docente colaborador previstas nos § 6º e §7º do artigo 7º do Regulamento do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

NORMA 1_2018

 

Norma visa cobrar o fornecimento pontual de informações do docente que são necessárias para a elaboração de relatórios de órgãos avaliadoras do programa, como a CAPES

NORMA 2_2017

 

Norma visa estabelecer critérios de avaliação do desempenho dos doutorandos nos últimos dois anos do curso na disciplina Pesquisa em Tese de Doutorado (IGG 808)

NORMA 5_2014

 

O bolsista do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro deve ter dedicação quase exclusiva às atividades do curso.
Excepcionalmente, é permitido vínculo empregatício ou exercício de atividades remuneradas sem vínculo de até 20 (vinte) horas semanais. O aluno que ultrapassa estes limites não é apto para receber bolsa. Além disso, o aluno aposentado também não poderá receber bolsa.

NORMA 4_2014

 

A norma visa especificar as atividades de plena carga do aluno bolsista de mestrado previstas no § 4º do artigo 21 do Regulamento do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

NORMA 3_2014

 

A norma visa especificar as atividades de plena carga do aluno bolsista de doutorado previstas no § 4º do artigo 20 do Regulamento do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

NORMA 2_2014

 

A norma visa especificar as atividades de docente permanente e docente colaborador previstas nos § 6º e §7º do artigo 7º do Regulamento do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Norma 2_2014

 

A norma visa especificar as atividades de plena carga do aluno bolsista de mestrado previstas no § 4º do artigo 21 do Regulamento do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro,

NORMA 3

 

A norma visa especificar as atividades de plena carga do aluno bolsista de doutorado previstas no § 4º do artigo 20 do Regulamento do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

NORMA 2

 

O bolsista do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro deve ter dedicação quase exclusiva às atividades do curso.
Excepcionalmente, é permitido vínculo empregatício ou exercício de atividades remuneradas sem vínculo de até 20 (vinte) horas semanais. O aluno que ultrapassa estes limites não é apto para receber bolsa. Além disso, o aluno aposentado também não poderá receber bolsa.

NORMA 4

 

Normas PARA CONCESSÃO DE AUXÍLIO AOS ESTUDANTES DO PPGG

Normas

Norma 1 de 2021 – Critérios para o Corpo Docente do PPGG

O Coordenador do Programa de Pós-graduação em Geografia, no uso de suas atribuições, torna pública a regulamentação da normativa vigente sobre
os critérios para composição do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por meio da Norma 1 de 2021 e
torna sem efeito a norma 1 de 2018.

 

Clique aqui para baixar a norma:

Processo Seletivo 2023/2 PPGG

Acesse o edital de seleção deste ano no link abaixo. Inscrições: de 02 de maio a 25 de maio de 2023.

Inscrições prorrogadas até 17h do dia 31/05.

Edital de Seleção PPGG 2023-2023

Composição da banca de seleção 2023-2023

Norma PPGG 1/2023

Modelos

AUTODECLARAÇÃO (optantes) – Documento de autodeclaração para candidatos(as) autodeclarados(as) pretos(as) e pardos(as).

BAREMA – Lista de documentos para comprovação do currículo (Lista Barema – para ser preenchida e incluída na inscrição on-line. Atenção ao curso e área de concentração):

DOUTORADO OGT PGA 

MESTRADO OGTPGA  

ATENÇÃO!

Há caixas de seleção no modelo da lista de documentos. Se necessário, habilite as macros para vê-las. Não sobrescreva estes campos, selecione a opção desejada. Faça download (no menu) e edite em seu próprio dispositivo. Para ver um exemplo da caixa de seleção, clique aqui.

Inscrições (preenchimento on-line)

Formulário Mestrado

Formulário Doutorado

Homologação das Inscrições – disponível até dia 31/05/2023

Listas com inscrições homologadas: Mestrado e Doutorado

 

MESTRADO / DOUTORADO

Informações sobre as Provas (horários e avisos básicos)

NÃO esqueçam de trazer o documento de identificação com foto.

Prova de Geografia:
Data: 05 de junho de 2023.
Horário de chegada: 08h
Início da prova: 9h. Término da prova: 12h

Local:
Instituto de Geociências/CCMN – Ilha do Fundão – Cidade Universitária –
Rua Athos da Silveira Ramos, n. 274 , Bloco i.
– Candidatos aos cursos de mestrado: Sala 17 (bloco i).
– Candidatos aos cursos de doutorado: Sala 19 (bloco i)

Aviso 1: A sala de realização da prova de Geografia fica localizada no CCMN.

Aviso 2: As prova começará pontualmente no horário agendado. O candidato deverá chegar, pelo menos, 1 hora antes do início da prova e aguardar orientações.

Aviso 3: Trazer documento de identificação oficial com fotografia e assinatura no dia da prova (ex.: Carteira de identidade/ cédula de identidade/ CNH). 

Aviso 4: A prova deve ser realizada com caneta esferográfica, de corpo transparente e de tinta indelével preta ou azul e corretor branco, dentro de saco transparente. Lápis e borracha somente para rascunho. Resposta final somente a caneta.

Aviso 5: O candidato receberá um envelope plástico caso esteja portando algum aparelho eletrônico (relógio digital, celular, etc). Deverá guardá-lo desligado dentro do envelope, e mantê-lo em sua posse. Não ficaremos com a guarda de nenhum aparelho eletrônico ou quaisquer pertences do candidato durante a prova. 

PROVA DE GEOGRAFIA
Aviso 6: A prova terá duração de 3 horas.


Mensagens:

  • Avaliação 3 – vista integralmente on-line
  • Avaliação 2 – vista integralmente on-line

Resultados da Avaliação 1 –  19/06/2023

MESTRADO OGTPGA

DOUTORADO OGTPGA

Gabarito – Avaliação 1

MESTRADO OGTPGA

DOUTORADO OGTPGA

Solicitação de Recursos – Avaliação 1  – Formulários somente on-line

Formulários on-line para recursos – Disponíveis de 10h de 20 de junho até 17h* de 21 de junho de 2023: (*Recursos on-line – Avaliação 1-prorrogados até 23h de 21/06/2023).

=> Formulário on-line – Mestrado/Doutorado – Organização e Gestão do Território

=> Formulário on-line – Mestrado/Doutorado – Planejamento e Gestão Ambiental

Vista na secretaria em 20 e 21 de junho: 13h às 15h.


Resultados das Solicitações de Recursos – Avaliação 1 – a partir de 23/06/2023

Resultado dos recursos

Resultados após Recursos – Avaliação 1

MESTRADO OGT–  PGA

DOUTORADO  OGTPGA


Resultados da Avaliação 2 – Anteprojeto –  03/07/2023

MESTRADO OGTPGA

DOUTORADO OGTPGA

Solicitação de Recursos – Avaliação 2  – Formulários somente on-line

 

Formulários on-line para recursos – Disponíveis de 14h de 04 de julho até 14h de 05 de julho de 2023:

=> Formulário on-line – Mestrado/Doutorado – Organização e Gestão do Território

=> Formulário on-line – Mestrado/Doutorado – Planejamento e Gestão Ambiental

Vista do resultado integralmente on-line.
Obs: Parecer individual para o anteprojeto, para os aprovados na avaliação 1 e 3, em caso de reprovação na avaliação 2.

Resultados das Solicitações de Recursos – Avaliação 2  

Resultado dos Recursos


Resultado após Recursos – Avaliação 2 

MESTRADO OGT – PGA

DOUTORADO OGT – PGA

Resultados da Avaliação 3 – Currículo –  26/06/2023

 

MESTRADO OGTPGA

DOUTORADO OGTPGA

Solicitação de Recursos – Avaliação 3  – Formulários somente on-line

Formulários on-line para recursos – Disponíveis de 14h de 27 de  junho até 14h de 28 de junho de 2023:

=> Formulário on-line – Mestrado/Doutorado – Organização e Gestão do Território

=> Formulário on-line – Mestrado/Doutorado – Planejamento e Gestão Ambiental

Vista do resultado integralmente on-line.


Resultados das Solicitações de Recursos – Avaliação 3

Resultado dos Recursos

Resultado após Recursos – Avaliação 3

 

MESTRADO OGTPGA

DOUTORADO OGTPGA

 


Resultado Final (Classificação) – a partir de 10/07/2023

Mestrado (Organização e Gestão de Território)

Mestrado (Planejamento e Gestão Ambiental)

Doutorado (Organização e Gestão de Território)

Doutorado (Planejamento e Gestão Ambiental)

MATRÍCULA DOS CANDIDATOS APROVADOS
O aluno não precisará ir ao PPGG para realizar a matrícula.

 

Apresentação presencial dos documentos: 

DOUTORADO – PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL – 18/07, das 13 às 15h.

DOUTORADO – ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TERRITÓRIO – 20/07, das 13 às 15h.

MESTRADO – PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL – 25/07, das 13 às 15h

MESTRADO – ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TERRITÓRIO – 27/07, das 13 às 15h

 

E-mail teste (em 2023)
Caso você NÃO tenha recebido o e-mail teste, entre em contato!
Recebeu o e-mail teste? Não responda o e-mail!

Documentos:
Cópias Autenticadas em cartório ou Apresentação de originais e cópias (frente e verso)
Lista de documentos para apresentação

Atenção!
As(os) candidatas(os) que utilizarem cópia de documento falso, ou com alteração de características ou informações de documento original, ou ainda utilizar quaisquer meios que falseiem quaisquer documentos apresentados, serão eliminadas(os) a qualquer momento. Verificada a irregularidade após o registro de matrícula, e a qualquer momento, a(o) aluna(o) será excluída(o) do programa, não excluídas as medidas legais.

Previsão de Bolsas: Em breve (2023)
Os alunos que forem contemplados receberão um e-mail e terão seus nomes divulgados.

Disciplina externa:
Disciplina realizada em outra instituição, que ofereça o curso de mestrado e/ou doutorado.
Disciplina de até 60h.
Exemplo: Ou a soma de duas disciplinas, dois comprovantes, 30h + 30h= 60h.
A disciplina externa poderá ser cursada a partir do primeiro dia do segundo semestre de 2023, (07/08/2023), conforme o calendário semestral 2023-2.

Disciplina Teoria da Geografia (Norma 2_2014):
O aluno do doutorado que não realizou o mestrado no PPGG poderá solicitar a liberação da disciplina aos docentes responsáveis.
Deverá enviar para o e-mail* de um dos professores as seguintes informações:
– Programa da disciplina
– Histórico

*E-mails dos docentes:
marcospfgois@gmail.com  ou pccgomes@yahoo.com.br

Calendário semestral 

GRADE 2023-2

Grade curricular
Mestrado 
Doutorado

Dúvidas frequentes

Como ficarei sabendo o dia agendado para a apresentação de documentos originais?
Receberá informações neste endereço eletrônico.

As aulas são presenciais?
Sim, assim como as obrigações concernentes ao curso.

Quando devo apresentar a declaração de conclusão de disciplina externa? 
Deverá ser apresentada a partir da data de início do semestre seguinte (1/2024). Não enviar antes.

Tenho que respeitar os prazos do edital?
Sim.

Qual data de Divulgação de contemplados com bolsa?
Previsão: Em breve (2023)

Quero desistir da Vaga.
Entre em contato: ppggprocessoseletivo@igeo.ufrj.br

Desistências:

Receberá por e-mail o número de matrícula, informações sobre bolsas e orientações:
Previsão: Em breve (2023)
Caso não tenha recebido, entre em contato, mas antes verifique a caixa de spam e lixeira do seu e-mail.

OBITUÁRIO – MARIA DO CARMO CORREA GALVÃO (1925-2023), UM OLHAR GEOGRÁFICO SOBRE O BRASIL E O RIO DE JANEIRO

MARIA DO CARMO CORREA GALVÃO (1925-2023), UM OLHAR GEOGRÁFICO SOBRE O BRASIL E O RIO DE JANEIRO

 

No dia seis de maio, por volta das 13 horas e trinta minutos, tomei conhecimento do falecimento de Maria do Carmo Correa Galvão. Nesse inicio de tarde, a noticia chegou, como sempre chegam essas notícias, de modo inesperado e a constatação do irredutível movimento do tempo…

Foto: Sabrina Rangel, em 17/09/2017.

Mais uma vez fui convocada para escrever umas poucas linhas a respeito de Maria do Carmo. Novamente interrogo-me sobre o que escrever, e como encontrar as justas palavras. Entre avanços e recuos, palavra vai, palavra vem, mensagens e manifestações de amigos, colegas e ex- alunos, e a tela à minha frente com um título que me parece adequado à espera de um conteúdo, mas o pensamento reluta em se organizar.

De todas as especificidades que possam ser assinaladas e enumeradas pela atuação de Maria do Carmo, parece-me relevante registrar o que ficou. No exercício de olhar o tempo, pedi ajuda aos amigos. A relação afetuosa e exigente com os alunos permanece como lembrança comum entre vários deles, aprendizado, solidariedade, lucidez nas análises, dedicação, paixão, amor e entusiasmo por uma geografia una, sabedoria, a experiência de campo no Congo Belga em 1954 ampliando a participação em congresso por sua conta e risco, exemplo de autonomia e independência profissionais, são outras lembranças que afloraram… Mas, e o tom para este obituário?

Maria do Carmo foi referência como pesquisadora e professora. Primeira professora da UFRJ a ter realizado seu doutorado no exterior, conduziu com raro talento, e a colaboração de Therezinha Segadas, Lysa Bernardes, e Jorge Xavier da Silva a criação do PPGG. Não posso deixar de registrar meu respeito por essas três mulheres, cada uma à sua maneira, pela força e empenho na vida profissional. Numa época na qual a pós-graduação em geografia foi considerada um capricho de “senhoras com colar de pérolas”, a criação do Programa de Pós-Graduação em Geografia, indica a inteligência, independência e qualificação daquelas senhoras frente à incredulidade do trabalho feminino no âmbito universitário nos anos de 1960, 1970 e 1980. O prolongamento dessa incredulidade ao longo dos anos posteriores acrescido da necessidade de imposição monotemática em determinados círculos acadêmicos da disciplina acabou por afastar as novas gerações de relevantes contribuições sobre as mudanças no país e no estado do Rio de Janeiro. Mas, sobretudo da possibilidade de construção do raciocínio geográfico.

O livro Maria do Carmo Correa Galvão. Percursos Geográficos, publicado pela editora Lamparina, em 2009, oferece uma indicação da originalidade no tratamento das temáticas que lhe foram tão caras, e principalmente da linguagem genuinamente geográfica que lhe era própria. Os textos exemplificam de modo preciso os debates do momento no qual foram escritos: a contribuição da geografia para o planejamento, as transformações no estado do Rio de Janeiro, o significado da questão ambiental na geografia, os rumos da geografia agrária e da pesquisa nesse tema.

Em todos eles, é possível observar o permanente interesse e o desejo de compreensão das circunstâncias históricas e a sensibilidade para captar os movimentos e processos de mudanças, a força da economia urbano-industrial no Sudeste, e suas implicações. Sua produção acadêmica foi influenciada por seus próprios deslocamentos pessoais, e pelo conhecimento adquirido nos vários trabalhos de campo, instrumento que dominava como poucos e método que teve influência em sua formação.

Seus trabalhos sobre o Brasil, pouco acolhidos na atualidade, merecem atenção porque permitem reconstituir geograficamente a formação da rede nacional de circulação articulando características dos diferentes modais, a respectiva inscrição regional, e a articulação entre modais nas diferentes regiões e a articulação para a rede nacional. Compreendia, portanto, a formação e desenvolvimento da rede de circulação no país como condição de diferentes sistemas de transporte cuja finalidade não poderia ser compreendida senão vinculada à organização do espaço. Este texto é significativo não apenas pela dimensão histórica, mas também pelo aspecto analítico sobre redes técnicas, planejamento e gestão do território. De modo semelhante, o texto sobre geoeconomia do Brasil introduz uma dimensão epistemológica dos desafios da organização do espaço em uma abordagem transversal. São dois exemplos importantes a respeito da contribuição geográfica para questões de planejamento e nos situam nos temas atinentes ao período no qual foram redigidos, 1966 e 1972. Em ambos, é possível perceber o caráter pedagógico sobre as constantes transformações da organização do espaço no Brasil. Discussão importante, pois assumia de modo assertivo que “a organização do espaço não é apenas reposta ecológico-cultural”. Premissa que nos esclarece sobre como situava seu trabalho em ralação à produção geográfica daquele momento.

Como não se interessar pelo estado do Rio de Janeiro? Uma pergunta que se fazia com certo estarrecimento, pois considerava esse estado “fonte inesgotável de interesse” para pesquisas. Seu olhar era marcado nos diferentes textos por esse entusiasmo geográfico, isto é, pelas diferentes formas de interações entre natureza e sociedade na estrutura espacial de tal modo individualizada e cambiante do estado. Embora ordens distintas, conseguia extrair elementos fundamentais dessa interação.  Nesse estado observava a permanente tensão entre passado e presente, impulsos e retrações com forte apoio em ciclos extrativos e as consequências na produção de intensas desigualdades. A noção de sistema espacial foi convocada de modo apropriado como referência para analisar mudanças e transformações, bem como para discutir o papel do Estado como agente modelador do espaço, e a necessidade de políticas de desenvolvimento no estado. Ao mesmo tempo, o estado nunca “flutua” em suas análises, ao contrário, ele está necessariamente inserido em um contexto regional, num jogo dialético da organização do espaço.

A questão ambiental não poderia deixar de despertar aquela euforia que lhe era característica quando se via diante de questões tão próprias ao conhecimento geográfico. Sua formação lhe permitia transitar com facilidade entre as áreas da geografia. Arhur Ramos, Carl Troll, Francis Ruellan e Hilgard Sternberg foram professores com que Maria do Carmo trabalhou mais diretamente e que de algum modo influenciaram seu modo de compreender a problemática ambiental como questão geográfica. Essa perspectiva esteve sempre presente em seus cursos e projetos de pesquisa. Sua concepção de ambiente era diretamente relacionada ao que denominava “postura metodológica”. Sua contribuição foi sem qualquer dúvida importante para indicar a superação de uma visão dual sobre ambiente que o restringisse à condição de suporte material. Mais uma vez sua posição clara em relação aos debates daquele momento era marcada pela compreensão de processos de longa duração e pela concepção de ambiente como produto da relação homem-meio. Reconhecemos no texto ‘Focos sobre a questão ambiental no Rio de Janeiro”, os desafios para fazer avançar o conhecimento sobre a questão, mas a certeza de que a geografia tinha a oferecer pistas originais para o debate, principalmente no cruzamento de suas diferentes áreas de pesquisa. A problemática fundamental do ambiente consistiria na própria definição de ambiente, dos princípios éticos que a fundamentariam, e, portanto, da superação das distorções conceituais que vinham, de seu ponto de vista, sendo difundidas.

Provavelmente neste obituário não há suficiente distanciamento crítico. No momento considero esse ponto absolutamente irrelevante. Estimo sua contribuição importante para compreendermos o pensamento geográfico produzido a partir do Programa de Pós-Graduação em Geografia e a formação de tantos pesquisadores e professores que por ele passaram. Não tenho dúvidas de que sua trajetória profissional teve relação direta com a solidez da formação da qual pode se beneficiar e que nunca mediu esforços para transmiti-la com originalidade e entusiasmo. Tomo a liberdade de fazer desse texto a homenagem de todos nós, alunos.

 

Rio de Janeiro, 8 de maio de 2023.

Gisela Pires do Rio

 

Processo Seletivo de Professores Substitutos (2023) – Cartografia e Geoinformação

  • Informações e edital:

Foi publicado no dia 24 de abril de 2023, o Edital n° 489/2023 que prevê a realização de Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de pessoal na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para o Departamento de Geografia foram abertas 2 (duas) vagas de ampla concorrência para a área de Cartografia e Geoinformação.

Para acessar a íntegra do edital e outras informações, clique aqui.

  • Inscrições:

As inscrições serão realizadas entre os dias 04 de maio de 2023 (a partir das 10:00) e 11 de maio de 2023 (até às 17:00). O pedido de inscrição e a documentação listada no edital devem ser enviados para o e-mail: substituto.geo@igeo.ufrj.br

Recomenda-se que o título do e-mail adote o seguinte formato: “INSCRIÇÃO + NOME DO/A CANDIDATO/A + NOME DA VAGA” à qual se refere a inscrição.
Recomenda-se que o corpo do e-mail adote o seguinte formato: “Ao Diretor do Instituto de Geociências, venho por meio deste requerer a inscrição no processo seletivo regido pelo edital 489/2023, para a seguinte área/setor: (INDICAR O NOME DA VAGA)”.
ATENÇÃO: De acordo com o edital a seguinte documentação, em formato PDF, deve ser anexada ao e-mail de requerimento da inscrição:

  1. Documento de Identidade, válido em território nacional ou o passaporte;
  2. CPF;
  3. Currículo, Lattes ou Vitae, com documentação comprobatória;
  4. Diploma de Graduação, em acordo com o subitem 2.1, alínea b, do Edital 489/2023 e comprovante de conclusão de Curso de Especialização ou dos créditos necessários para a apresentação da dissertação de Mestrado ou tese de Doutorado, em acordo com o subitem 2.1, alínea c, do Edital 489/2023.

OBS: Caso a documentação enviada esteja incompleta o pedido de inscrição será considerado inválido.

  • Demais informações e resultados:

Normas complementares PSS-005 (cartografia e geoinformação)

Inscrições homologadas

Resultado da Etapa 1 – análise de currículos

Resultado da Etapa 2 – prova escrita

Desidentificação da prova escrita

Para o pedido de vista e solicitação de recurso contra o resultado da prova escrita se atente para o descrito no item 8 do Edital UFRJ n. 489/2023. Os recursos deverão ser encaminhados para o seguinte e-mail: substituto.geo@igeo.ufrj.br

Cronograma para a realização da prova didática

Resultado da Etapa 2 – prova didática

Resultado Final

Publicação do livro Urbanización y Ciudades Medias. Territorios y espacialidades en cuestionamento

Foi lançado nesta semana o mais novo livro da Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias (ReCiMe), intitulado Urbanización y Ciudades Medias. Territorios y espacialidades en cuestionamento, organizado por Cristián Henríquez, William Ribeiro da Silva, Vicente Aprigliano Fernandes y Gonzalo Salazar e editado pela PUC/CHile, na coleção GeoLibros.

O livro é organizado em quatro partes, sendo: 1. Teoría y método para ciudades las medias; 2. Ciudades medias y las interacciones espaciales; 3. Dinámicas espaciales del consumo contemporáneo en ciudades medias y problemas ambientales;  4. Vivienda, políticas públicas y ciudades medias. Possui 15 capítulos de autoria de pesquisadores de quatro países: Argentina, Brasil, Chile e Espanha e é resultante do desenvolvimento de pesquisas conjuntas no âmbito da ReCiMe.

O livro foi lançado durante a realização do Workshop da rede no Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGG/UFRJ) e representa avanços teórico-metodológicos nos estudos do processo de urbanização e passa a constituir importante obra de referência para este campo do conhecimento.

Foi publicado em papel, com vendas pela Editora da PUC/CHILE e em formato de e-book que pode ser gratuitamente baixado no site da ReCiMe (www.recime.com.br).

Para baixar, clique aqui.

 

 

O Uso de Geotecnologias na Construção das Relações entre as Mudanças na Paisagem Rural da Bacia do Rio São João – RJ e a Dinâmica Socioeconômica Regional

GONÇALVES, Elton Simões. (2011) O Uso de Geotecnologias na Construção das Relações entre as Mudanças na Paisagem Rural da Bacia do Rio São João – RJ e a Dinâmica Socioeconômica Regional. Orientadora: Carla Bernadete Madureira Cruz. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGG. Dissertação (Mestrado em Geografia).

Clique para baixar a dissertação em PDF.

A bacia do rio São João está inserida na região fluminense das Baixadas Litorâneas. Conforma-se como parte de uma região hidrográfica estratégica para o abastecimento de
grande parte de seu entorno, o qual, nos últimos vinte e cinco anos, tem apresentado uma dinâmica socioeconômica acompanhada de um significativo crescimento urbano e
populacional. Consequentemente, nítidos interesses ligados ao acompanhamento, regulação e readequação dos padrões de manejo e uso do solo regional passaram a ser considerados.

Destaca-se, nos domínios da bacia, uma paisagem rural ainda predominante, ao menos no que tange à forma. Nesse contexto, esse trabalho sugere a utilização de geotecnologias com o objetivo de instrumentalizar e sistematizar o monitoramento das transformações espaçotemporais da paisagem rural da área de estudo. Com base na compilação de dados secundários e registros de campo, juntamente com o geoprocessamento de bases temáticas de cobertura e uso da terra para os anos de 1985, 1995 e 2010, capitulamos, diagnosticamos e analisamos a dinâmica das formas e funções da paisagem rural, tendo sido essa representada e espacializada em mapeamentos de densidade de kernel. A comparação entre tais representações, obedecendo os intervalos 1985-1995 e 1995-2010, nos permitiu identificar e prestar considerações sobre os eixos de mudança nas seguintes classes temáticas: floresta, mangue, vegetação secundária, pastagem, urbano médio, urbano rarefeito e áreas úmidas.

A incursão em campo direcionada aos vetores de transformações espaço-temporais da paisagem rural teve como produto a compreensão das estratégias locais e regionais desenvolvidas pelos agentes territoriais atuantes. Nesse sentido, observou-se que a área de estudo acompanhou a tendência estadual de declínio e reestruturação do setor agropecuário, cujos indicativos espaciais se refletem nos seguintes padrões: na recomposição espontânea das classes vegetacionais; na dominância de padrões de usos rurais estagnados representados pelas modalidades pecuária de corte e leiteira; na redução da área cultivada de produtos tradicionais no conjunto regional; na existência de extensões remanescentes de recuperação produtiva; e no surgimento de novas modalidades de uso ligadas e não ligadas ao setor agropecuário – nesse caso, turismo rural, silvicultura consorciada, ampliação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e piscicultura. Esses são, pois, padrões de mudança que precisam ser localizados – espacial e temporalmente – mensurados e inseridos em um Sistema de Informação Geográfica face à necessidade de integração de dados diversos úteis a iniciativas ligadas ao planejamento rural e ambiental da bacia em questão.

A Influência dos Padrões de Paisagem no Atropelamento de Fauna: o Caso da BR-040

FREITAS, Leonardo Esteves. A influência dos padrões de paisagem no atropelamento de fauna: o caso da BR-040. Orientador: Evaristo de Castro Jr.

Clique e baixe a Tese em PDF.

O atropelamento de fauna silvestre gera impactos relevantes sobre as populações naturais e sua mitigação requer o conhecimento das relações entre as características das paisagens e os atropelamentos, possibilitando a previsão desses eventos. Nesse sentido, o presente trabalho teve o objetivo de relacionar as características das paisagens cruzadas pela rodovia BR-040 (Rio-Juiz de Fora), com os atropelamentos de fauna silvestre registrados na rodovia. Foram levantadas as características de cobertura vegetal e uso do solo no entorno da rodovia e também características da fragmentação florestal. Foram levantadas as precipitações acumuladas em estações pluviométricas situadas nas proximidades da rodovia. Os resultados mostraram que os atropelamentos de mamíferos e aves se concentram nas épocas mais secas. A menor disponibilidade de recursos explica esse fenômeno, pois gera maior necessidade de locomoção dos animais entre fragmentos em busca dos mesmos, sendo mais atropelados. Já os répteis são mais atropelados nas épocas mais quentes, pois procuram as rodovias para regulação térmica. Do ponto de vista espacial, os mamíferos são mais atropelados onde há maior proporção de florestas conservadas, tanto nas proximidades da rodovia, como no contexto mais geral. Isto ocorre, pois a utilização das estradas pelos mamíferos está associada, em grande parte, à locomoção entre fragmentos de floresta. As aves são mais atropeladas onde a paisagem apresenta fragmentos florestais bem conservados, capazes de sustentar suas populações, mas onde há predomínio de formações abertas nas proximidades da rodovia, pois as aves vão à estrada para se alimentar, havendo a necessidade de áreas abertas, onde possam caçar. A análise espaço-temporal e a comparação com a precipitação acumulada mostraram que, em ambientes fragmentados como a Mata Atlântica, há uma relação estreita entre o aumento do atropelamento de mamíferos e aves e a redução no acumulado de precipitação apenas nas paisagens onde há predomínio de florestas conservadas. Nas paisagens onde há predomínio de geoecossistemas antropizados esta relação não é observada. Isto indica que, na época seca, os fragmentos florestais têm sua produtividade primária reduzida e, consequentemente, sua capacidade de suporte às populações silvestres diminuída. Dessa forma, as populações inseridas nesses fragmentos necessitam maior deslocamento na paisagem para alcançar um número maior de fragmentos para conseguir recursos necessários à sua sobrevivência. Desse modo, cruzam mais vezes a matriz da paisagem e são atropeladas de forma mais frequente. Já as populações silvestres que vivem preferencialmente inseridas na matriz da paisagem estão em ambientes onde a redução da umidade não implica, necessariamente, em uma redução de produtividade e de disponibilidade de recursos.

Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua: A Construção de uma Cidadania da Festa no Carnaval de Rua do Rio de Janeiro

SILVA, Thiago Rocha Ferreira. “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua: A Construção de uma Cidadania da Festa no Carnaval de Rua do Rio de Janeiro”. Orientador(a): Paulo Cesar da Costa Gomes.

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É notável como há cerca de duas décadas tem ocorrido um crescimento do carnaval de rua na cidade do Rio de Janeiro, tendo esse movimento se acentuado fortemente nos últimos anos, com o número de blocos que tomam as ruas da cidade tendo praticamente duplicado nesse período, em um processo comumente denominado como a «retomada» desse carnaval de rua. O que se propõe com esse trabalho é compreender esse processo a partir de uma ótica geográfica: qual é o papel dos espaços públicos urbanos nesse movimento?

Com frequência encontramos na literatura a respeito da festa do carnaval uma percepção dessa festa como um processo de «desordem» ou «inversão da ordem», um tempo em que a ordem cotidiana desaparece completamente ou acaba por ser invertida. Mas, ao se suspender a ordem cotidiana, a festa não é capaz de estabelecer uma ordem própria, ao invés de cair no caos ou simplesmente ser o espelho invertido de outra ordem? É nesse sentido que se quer analisar o carnaval de rua carioca contemporâneo a partir da ideia de uma «cidadania da festa», uma forma de se viver o espaço urbano no período festivo que tem suas própria ordem, que vai se construindo no próprio processo da festa.

É nesse sentido que se analisará o carnaval de rua da cidade do Rio de Janeiro pelas formas como diferentes partes da cidade são percebidas pelos foliões, como os espaços públicos são apropriados, símbolos são projetados sobre a paisagem urbana, novos sons invadem as ruas, ao mesmo tempo em que o poder público se esforça em tentar regular, por si, a festa, pelo intermédio de uma política denominada choque de ordem.